A história
não pede licença.
Um soco. Não um tributo.
Uma redação antiga, à la Pasquim, mergulhada em penumbra. Silhueta sem rosto fala para a câmera: "Eu morri. Mas vocês estão vivos." O filme-manifesto de Henfil começa como um cutucão onde dói.
Jovens imersos no WhatsApp. Flash de memória: greves do ABC, Diretas Já, Lula em 89. Uma quadra de periferia que se enche de gente. Henfil revelado no final. Não é uma lembrança — é um lembrete: o PT só sobrevive se continuar sendo necessário.
Takes. IA + arquivo.
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Pipeline. Híbrido.
Do memorial. Ao atrito.
Um filme sobre Henfil poderia facilmente derreter em reverência. O desafio era preservar a força simbólica e transformá-la em pressão política no presente.
IA reanimou cenas de arquivo e gerou takes novos. Sombra, brilho do celular e tipografia criam pontos de pressão. Henfil provoca em vez de ser homenageado.
Decisões criativas.
Silhueta
Henfil só revelado no final. Vislumbres parciais mantêm a figura simbólica até o último plano.
Inércia digital
Jovens no WhatsApp antes da virada. O brilho da tela no rosto é o sintoma antes do remédio.
Arquivo + IA
Greves do ABC e Diretas Já colidem com takes gerados. Memória como combustível, não museu.
Trilha cortante
Rock pulsante, quase filme de boxe. A música é manifesto — acelera, provoca, não conforta.
A história só anda pra frente quando não pede licença.
Contato.
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