Muro da
Filiação.
O muro. A parede. A declaração.
Um muro de concreto diagonal corta a periferia paulistana. CPTM ao fundo, céu nublado, pichações antigas. Dois jovens brasileiros — um afro-brasileiro, um pardo — entram no quadro, abrem a mochila, colam cartazes.
O muro deixa de ser fundo e vira declaração. O trem passa e a mensagem circula pelas janelas. 15 planos verticais em HQ semi-realista, tratados como página impressa. O último cartaz fica: "ATO DE AMOR E LUTA".
15 planos. Cada quadro uma página.
P1
P7
P12
P15
Pipeline. Quadro a quadro.
Da parede. Ao gesto público.
Como transformar colar cartaz num muro em cinema vertical sem perder o gesto político? O 9:16 tende a reduzir a escala do ato.
O muro diagonal domina o quadro. O POV do muro recebe o cartaz. O trem corta a tela como régua. A verticalidade amplifica o gesto em vez de encolhê-lo.
Decisões criativas.
Muro diagonal
O concreto corta do canto inferior ao centro. Composição dá peso ao vertical sem sacrificar escala.
POV do muro
A câmera é o muro. O cartaz branco cresce e cobre a lente. O filme sabe que é página impressa.
Trem como régua
O CPTM corta o quadro horizontalmente. Pelas janelas, rostos brasileiros leem os cartazes. A mensagem circula.
HQ semi-real
Outlines finos, sombras chapadas, hachura diagonal. Cores primárias só nos cartazes. 16mm grain.
Ato de amor e luta.
Contato.
Compartilhe o contexto do projeto, a ambição visual e o prazo.