O que
resta.
Sem cliente. Sem amarras.
Edgar, um homem na casa dos 40, vive no interior do Brasil. Mãos no teclado, mesma calçada, o abraço da filha, o jantar em silêncio. O cotidiano como matéria dramática, sem artificialismo.
A cena âncora: o espelho do banheiro. Edgar toca o próprio reflexo. Não é tristeza — é reconhecimento. No final, o mesmo espelho, de noite. Um sorriso leve. Ele e a imagem são finalmente a mesma pessoa.
11 cenas. Uma vida interior.
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Pipeline. Cinema Studio 2.
Da rotina. Ao reconhecimento.
Como fazer drama contemporâneo com IA sem cair em artifício? O cotidiano é lento. O risco é o filme virar demo técnica em vez de emoção.
Naturalismo radical. Luz difusa, cores dessaturadas quentes. A cena âncora — o espelho — sustenta 13 segundos sem corte. A IA serve ao silêncio, não ao espetáculo.
Decisões criativas.
Espelho âncora
Duas visitas ao mesmo espelho. Estado emocional oposto. A estrutura do trailer é o arco de Edgar em dois gestos.
Sem cortes longos
13 segundos no espelho. 8 segundos no horizonte. O tempo é o ato. A IA sustenta o plano sem trair a quietude.
Interior do Brasil
Arquitetura colonial, calçadas irregulares, luz quente de cidade pequena. O cenário é personagem — silencioso, específico.
Trilha Mosseri
Jacob and the Stone. Piano que respira. A música entra como luz — não explica, acompanha. Silêncio de 2s no final.
Algumas coisas se guardam não para ler — mas para carregar.
Contato.
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